Aprendendo o que ensinamos

4 de maio de 2016
Júlia Azeredo

Enfrentamos muitos desafios como facilitadores gráficos; nossa atenção tem que estar presente o tempo todo, muitas vezes precisamos sintetizar discursos complexos e longos, de assuntos que nem sempre fazem parte da nossa vivência, temos que organizar ideias variadas em espaços reduzidos, transformar palavras em imagem e criar imagens para palavras ainda sem forma estabelecida. A gente tem que estar preparado pra tudo; mas, sem dúvida, ser facilitador de conhecimento é ainda mais desafiador. Ser professor é tarefa árdua de ensino, mas principalmente, de aprendizado.

“Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.” Foi Paulo Freire quem disse essas sábias palavras e, a gente vem experimentando (e comprovando) essa afirmação em cada curso que oferecemos. Em cada experiência de troca dentro desse universo da “sala de aula” a gente sai mais completo e instigado a aprender mais (e a aprender cada vez mais a ensinar melhor).

O outro é sempre nosso melhor espelho. E é por isso que quando a gente recebeu o feedback do Felipe Barbosa, ficamos felizes demais, sentindo que temos tomado o caminho certo nessa empreitada do saber (ou descobrir).

Vivemos em um mundo em que há um excesso muito grande de informações e isso nos faz utilizar cada vez mais desenhos para facilitar e/ou indicar um determinado conteúdo. Além disso, as formas visuais facilitam a compreensão da informação por diferentes grupos sociais, culturais ou até mesmo acadêmicos pois auxiliam na compreensão da linguagem, fazendo com que a percepção visual seja um importante meio de comunicação com o mundo externo.

Nessa perspectiva, o curso sobre “Pensamento Visual” nos ajuda – e muito! – como colocar ideias e informações em forma de desenho visando facilitar a compreensão. O efeito deste trabalho é bastante interessante: permite melhorar o conteúdo; revisar o que foi dito/lido/explicado; traçar novas diretrizes argumentativas; resolver problemas; diminuir obstáculos de comunicação, entre outras vantagens.

O bacana do curso é que, além da gente aprender a organizar o que queremos transmitir de informação e filtrar ideias, você não precisa ser um ilustrador ou desenhista, o que o torna bastante acessível a todos. E o melhor: serve para qualquer área de atuação, pois nos ensina a transmitir o pensamento de uma maneira mais fácil, criativa, clara e didática!

O Felipe foi nosso aluno no curso de Pensamento Visual que aconteceu em Belo Horizonte no ano passado e encheu a gente de orgulho com essas palavras e (mais importante) ao colocar em prática o que aprendeu nas aulas. Ele nos mandou essa imagem de um dos esquemas visuais que ele produziu, olha só que maravilha!

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A gente agradece ao Felipe por nos fazer seguir mais certos no longo caminho de trocas e aprendizados pela frente.

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”Cora Coralina

Com certeza temos aprendido muito!

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