Mapas mentais, uma janela que se abre para uma “nova educação”

29 de junho de 2017
Júlia Azeredo

Tony Buzan, psicólogo inglês, é o responsável pela existência do que conhecemos como mapas mentais e por isso, merece nosso agradecimento eterno! Ao sistematizar esses diagramas, Buzan nos deu um aliado poderoso na solução de problemas e revolucionou a maneira como absorvemos e compartilhamos informações.

 

Essa ferramenta preciosa pode ser usada por qualquer pessoa e em diversos campos do conhecimento, mas, se existe uma área que pode e deve se beneficiar dela, é a educação. As técnicas de ensino tradicionais que colocam o aluno como sujeito passivo no processo de aprendizagem já não atendem a demanda desse mundo cada vez mais tecnológico /interativo e talvez seja essa uma realidade que abra portas para mudanças muito enriquecedoras para alunos e professores.

O fato que não muda com o tempo é que, em um ano letivo, os alunos tem que decodificar, apreender e guardar um sem número de informações. Ao mesmo tempo, professores tem que ser capazes de fazer essas informações serem absorvidas. Os mapas mentais ajudam a condensar grandes quantidades de informações fragmentadas em um só gráfico visual, tornando as informações mais inteligíveis e prazerosas de serem absorvidas. A famosa “decoreba” pode ter fim já que os conteúdos ensinados dessa forma são de fato aprendidos e podem ser revisados com muito mais facilidade.

::Desde assuntos menores e menos complexos:

mapamental-biologia-reino-animalia-poriferos-moluscos1

Fonte: blog descomplica

::Até conteúdos de maior complexidade e refinamento:

f7fa96767c354bdd65c7d925d7d4c708

Fonte: Esquemaria

O uso de mapas mentais estimula a criatividade e a habilidade de pensar por si mesmo, de fazer associações entre diferentes áreas , de aprofundar nos conteúdos de maneira autônoma e o mais importante de tudo, de memorizar conteúdo.

A gente encontra explicação para isso na neurociência: o cérebro humano funciona através de conexões e a maneira mais eficiente de adquirir conhecimento em longo prazo é alimentando o cérebro desse tipo de informação ramificada a partir de um núcleo mais importante, assim como acontece na troca e armazenamento de informações entre os neurônios.  Substituir o modelo de anotações tradicional (da esquerda para direita, de cima para baixo) é uma maneira de alimentar o cérebro.

Além de tudo, os mapas mentais podem ser fonte de prazer e estímulo ao estudo, podem diminuir o estresse causado pelo excesso de informações e podem impulsionar a produtividade.

Para quem quer saber um pouco mais sobre essa ferramenta, nós criamos um curso online com práticas e dicas para usá-la em qualquer contexto, do estudo ao planejamento de projetos. Tem mais informações no vídeo abaixo e as inscrições podem ser feitas aqui.

Tags: mapas mentais,