Skeumorfismo X Flat design, porque simplificar

22 de março de 2016
Júlia Azeredo

Pode parecer, mas skeumorfismo não é um palavrão. E é graças a ele que a gente até hoje pode ter contato com o saudoso disquete! Se você nasceu depois da década de 90, provavelmente não sabe que antes de funcionar como um ícone que salva seus arquivos, o disquete ou disco removível era usado para armazenar dados no seu (mísero) um megabyte.

A associação de objetos reais/analógicos em ícones e ferramentas no mundo digital é muito comum (vide os pinceis de formatação e as lupas de localização de texto ou conteúdo do word, os pincéis e bicos de pena do photoshop, as pastas dos sistemas operacionais e afins) e até alguns anos atrás era a principal maneira de desenvolver design de tecnologias.

É fácil entender porque: imagine que você tem 50 anos, esteja usando o computador pela primeira vez e não encontre nem um só elemento familiar para ajuda a compreender o funcionamento daquela máquina. Seria com certeza mais difícil aprender. Mas será que ele (o mundo digital) precisa ser resumido à metáforas do mundo real hoje em dia?

 

No tempo em que cada vez mais (e mais cedo) as pessoas tem acesso à todo tipo de tecnologia, novas abordagens na maneira de desenvolver design de interfaces surgiram para provar que não. O chamado design flat nasce para simplificar formas e expandir conceitos dentro do universo digital.

Propor soluções gráficas que se afastem do mundo analógico e criem uma iconografia que não represente elementos existentes no mundo físico (mas conceitos abstratos) é a maçãzinha da vez. Simplificar para inovar e assim nasceu o iOS 7. Com uma interface que informa de modo mais intuitivo cada elemento da tela e que faz lembrar (muito) a plataforma do Windows 8, a novidade da apple dividiu opiniões.

Menu inicial do windows 8.

 

iOS 7

Se ainda hoje parece tarefa difícil tentar substituir os ícones clássicos, talvez estejamos mais apegados ao mundo analógico do que gostaríamos de admitir. É gostoso pensar que o surgimento do flat design pode ser sintoma do nascimento de uma era mais criativa que nos alimente a imaginação.

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